domingo, 26 de abril de 2009

Quantum of Solace - A cagada de James Bond


"O nome é Bond, James Bond". É assim que o nosso imortal agente secreto 007 se despede no fim do filme(o simplesmente fodástico) Cassino Royale, nova reinvenção da franquia.

Aí de lá pra cá, a série novamente voltou a chamar a atenção, trazendo novos fãs a série e agradando aos antigos. Daniel Craig deixou bem claro que seu Bond não estava para brincadeiras. Era claro que sairia uma continuação direta, a primeira de um filme de Bond...

Mas aí surge um problema: Martin Campbel, diretor do Cassino Royale acaba pulando fora, e no seu lugar entra Marc Foster, conhecido por dramas como Caçador de Pipas e A Última Ceia. Ou seja, nunca pareceu um cara muito apropriado para dirigir um filme do James Bond. Mas por um lado eu sempre pensei o seguinte: a história desse filme possuía um grande potencial para que houvesse uma carga emocional a ser explorada, já que Bond está em busca de vingança pelos assassinos de Vesper Lynd(a deliciosíssima Eva Green). Era uma questão de achar o ritmo certo para o filme nas mãos do novo diretor, pois se ele fizesse o contrário, dedicando mais tempo do filme para ação e não para a história em si, a chance de fracasso seria bem grande.

Mas não adiantou, a cagada já estava anunciada mesmo. Cassino Royale foi um filme que me pegou de surpresa, fui arrastado no cinema por meu amigo lá em Santa Maria e saí achando que tinha visto o melhor filme do ano. Na época, já estava longe dos filmes do 007 graças aos filmes do Pierce Brosnan. Sendo assim, Quantum Of Solace podia não ser melhor que Cassino Royale, mas ao menos devia superar as expectativas. Sendo assim, convoquei meus amigos e fomos ao cinema, esperando sair satisfeitos.

Se tem uma lição que eu aprendi vendo filmes todos esses anos é que se você quer ganhar o expectador, a primeira cena do filme já deve ser marcante o suficiente para chamar a atenção de sua platéia, com algumas excessões é claro. Pra quem não sabe, a série tem normalmente boas entradas, só ver o exemplo do Cassino Royale. O início de Quantum of Solace foi o suficiente para eu querer sair da sala de cinema: em seus primeiros minutos já rola uma perseguição de carros, uma das piores cenas de perseguição que eu já vi, com tudo de ruim que pode haver num filme de ação, como câmeras tremidas e edição frenética onde você não sabe direito o que está acontecendo. A cena termina com 007 tirando o Sr. White, que no fim do anterior é baleado pela agente secreto, do porto malas do carro, com o objetivo de interrogá-lo. Surge então os créditos e a apresentação, como em todos os filmes. Quanto os créditos, só posso dizer que não é a pior, mas também podia ser muito melhor, com uma música tocada por Alicia Keys, Another Way to Die.

Bond junto com M começa a interrogar Sr. White, e descobre que há uma organização secreta por trás da morte de Vesper. A partir daí, Bond decide ir atrás da tal organização, onde acaba enfrentando Dominic Green, que supervisiona a organização, com a ajuda de Camile(a bela Olga Kurylenko).

O maior problema do Quantum of Solace(pra não chamar de Quantum of Shit) são de fato suas cenas de ação, todas imitações das cenas de perseguição do Cassino Royale, ou seja, muitas perseguições que chegam a encher o saco. E como eu já havia dito, todas elas possuem câmera com mal de parkinson e edição frenética que enche o saco. Na verdade, o esquema do filme mais parece de filme pornô, eu sei que a comparação é idiota, mas olha só: são 5 minutos de diálogo e já entra uma cena de ação.

A única cena que tinha realmente potêncial é uma cena na ópera, em que Bond presencia a reunião da tal organização durante a apresentação. Podia ter sido uma ótima cena, senão fosse estragada pela direção de Marc Foster.

Quantum of Solace acabou com as expectativas e acabou sendo apenas mais um filme ruim, e que sem dúvida alguma, foi a maior decepção do ano passado. Resta saber se os filmes com Daniel Craig vão seguir os passos de seu antecessor, Pierce Brosnan, que começou com um reinício da franquia no ótimo GoldenEye(também dirigido por Martin Campbell) e depois só apareceu em porcarias como Amanhã Nunca Morre e Um Novo Dia para Morrer. Já Marc Foster irá dirigir World War Z, um filme de zumbis, enquanto a franquia espera até 2011, data em que Bond 23 será provavelmente lançado.

Enfim, Marc Foster com seu novo Bond conseguiram fazer uma cagada sem tamanho. Não recomendo para nenhum fã da franquia e muito menos para quem não é fã.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Punisher War Zone: O renegado filme da Marvel...



Pois é, a Marvel anda inovando. Depois de aprender com seus erros, começou a adaptar de maneira decente seus quadrinhos. Criou seu próprio estúdio e já lançou longas-metragens baseados no Homem de Ferro e O Incrível Hulk, ambos ótimos filmes e que fizeram uma boa bilheteria(principalmente o Homem de Ferro, diga-se de passagem). Nessa leva, a Lionsgate decidiu lançar um novo filme do Justiceiro, baseado na sua linha de quadrinhos MAX. Pra quem não sabe, essa linha exibe bastante violência, de lá surgiram os Zombies Marvel e Ash vs Zombies Marvel pra se ter uma idéia. Para a missão foi contrada a iniciante (porém boa) Lexi Alexander, que tinha Hooligans em seu currículo.

Lembrando que o filme já teve outras duas adaptações: a primeira dirigida por Mark Goldblatt(famoso editor, trabalhou em filmes como Exterminador do Futuro 1 e 2, Comando para Matar, Predador 2 entre outros) em 1989 e estralada pelo brutamontes Dolph Lundgren e mais recentemente em 2004, dirigida por Jonathan Hensleigh(diretor do péssimo Bem Vindo a Selva) e estrelada por Thomas Jane como Justiceiro e John Travolta como vilão. Sinceramente, a primeira pode não ser fiel no visual, mas no espírito da coisa talvez ainda seja Frank Casttle., Dolph Lungren nem chega a atuar mal no papel do vigilante(pelo menos eu achei, me chamem de louco). Já o problema da adaptação é o fato de tornar a história do Justiceiro em um filme PG-13, para que crianças a partir dos 13 anos possam ver o filme. Ou seja: amenizaram a história e tiraram toda a violência do filme.

A diretora Lexi Alexander deixou bem claro no início que seu filme não seria uma continuação da última adaptação. Seria um novo filme, sem pensar em recontar (novamente) a origem do vigilante. Em seu filme, Castle(vivido pelo ator Ray Stevenson) está caçando uma família de mafiosos italianos liderada por Gaitano Cesare. O velho chefia Billy Russoti (Dominic West), um mafioso metido a boa pinta que não para a cada instante de se olhar no espelho. Depois de promover um massacre na mansão de Cesare, o Justiceiro segue Russoti até seu esconderijo, onde derruba o vilão dentro de um moedor de garrafas de vidro e desfigura o sujeito. Durante a empreitada, o vigilante acaba matando um oficial do FBI disfarçado, casado e com uma filha, assim como o próprio Frank. Se sentindo culpado, Frank pensa em desistir do papel de Justiceiro. O problema é que Billy está vivo, apesar de estar totalmente deformado, assumindo o papel de Retalho, que decide se vingar da família do agente do FBI morto. Para isso, começa a alistar todas as gangues de Nova York para dar um fim no famoso vigilante, junto com seu lunático irmão Loony Bin Jim(Doug Hutchison de À Espera de um Milagre), livre do manicômio.

Com uma história simples, sem precisar se preocupar em mostrar as origens do herói como todas as adaptações tentam fazer, o filme dá ao espectador o que mais deseja ver. Ou seja, cenas de ação de tirar o fôlego, contando com uma boa dosagem de violência. A diretora não precisa apelar para câmeras com mal de parkinson que ficam tremendo a cada segundo, e investe em tiroteios fantásticos, com direito a muito sangue escorrendo pela tela. Esperem até ver a cena de entrada do Justiceiro entrando na mansão de Cesare, onde não poupa velhos ou mulheres. Na cena, ele desliga as luzes e surge em cima da mesa de janta onde estão todos os mafiosos e começa decaptando a cabeça de um sujeito, depois quebra o pescoço de sua esposa e enfia uma faca no crânio de outro. O detalhe: tudo em On Screen, sem desviar da violência. Aliás, Castle mata seus inimigos das maneiras mais absurdas que há: além de vários tiros na cabeça, explode um maconheiro praticante de Le Parkour(aquela merda em que ficam pulando de muros e etc) com uma bazoca, esmaga a cabeça de um emo drogado com um soco e executa a queima roupa outro infeliz com um tiro de espingarda na cabeça. Sem contar a cena em que ele coloca o vilão no moedor de garrafas que é de deixar qualquer um de boca aberta durante a cena, fazendo a famosa cena da piscina de seringas do Jogos Mortais 2 parecer brincadeira dos Ursinhos Carinhosos.

Outro fator que me deixou satisfeito foi a atuação de Ray Stevenson. Dolph Lundgren e Thomas Jane, para mim, não foram maus Justiceiros, o maior problema foram os filmes em que se meteram. Mas Ray Stevenson é sem dúvida alguma o melhor Justiceiro até agora. Quem lê os quadrinhos sabe do que eu to falando, o cara É o Frank Castle. Sua semelhance com o vigilante é a mesma e a do Mickey Rourke com o personagem Marv no filme Sin City, só que sem precisar de maquiagem. Sua atuação também está ótima, ele realmente soube mostrar o personagem do jeito que ele realmente é: a de um homem atormentado pela morte de sua família, que não vê outra saída a não ser matar todos os criminosos que puder, sem medo de morrer. Mas além de tudo, um homem cansado de fazê-lo.

Também é mostrado no filme o "envolvimento" de Frank Castle e a polícia de Nova York. Até onde eu li, não me lembro de ter lido sobre o policial que persegue o vigilante, mas achei muito bom para história o fato do vigilante ter o apoio da polícia, que sempre o deixa escapar e apoia sua cruzada. Aqui há espaço para as cenas cômicas do filme, mas nada exagerando como a dupla cômica da versão de 2004.

Tudo isso se deve graças ao talento da diretora, que com o elenco certo e a história certa soube fazer não só o melhor filme sobre o Justiceiro como posso dizer que é uma das melhores adaptações de quadrinhos da Marvel, deixando o Homem-Aranha e os X-Men no chinelo!! O problema é que ainda ano passado, a diretora foi afastada do filme. Não se sabe ao certo os motivos, mas pra mim ficou claro que a Lionsgate queria censurar o filme para deixar disponível para o público mais jovem de 13 anos, amenizando os palavrões e a violência. Ou seja, fariam a mesma bosta que fizeram na versão de 2004. O filme acabou pegando censura R nos EUA pela MPAA, que é o grupo que censura os filmes por lá deu. Com a censura R, menores de 17 anos só podem entrar na sala acompanhados pelos pais. Aí é claro, a diretora deve ter entrado em conflito para defender seu filme, como ainda não tinha feito muitos filmes o estúdio meteu bronca e acabou a afastando. É, essa Lionsgate é uma merda mesmo, fizeram a mesma coisa com Midnight Meat Train. Isso que os safados também produzem a série Jogos Mortais.

E como fica a situação dos brasileiros? Bem, devido ao fracasso(INJUSTO!!!!) do filme, é claro que ele vai ser lançado direto para o mercado de filme. É, enquanto Anjos da Noite 3(nem vi nunca vou ver) e Dragonball estão no cinema, esse filme você só vai ver em DVD mesmo. Merecia era ao menos uma sessão no cinema que eu já estaria garantido.

No fim das contas, todo mundo apostava que Watchmen seria a adaptação de quadrinhos que ficaria marcada esse ano. Bem, ao menos tentou, porque Frank Castle e Lexi Alexander deixaram bem claros que o ano é deles. Sendo assim, não perca tempo esperando o filme sair em DVD, baixe logo pra dar um prejuízo nesses cretinos. Aproveitem, pois na internet há uma edição ripada do Blu-Ray de 700mb. Garanto a vocês que não encontrar qualidade melhor de imagem. É isso aí mesmo, os caras não querem lançar no cinema? Então vão tomar prejuízo mesmo, aprendam a não tratar os fãs como imbecis e acordem. Punisher War Zone não é um filme pra qualquer um, tem gente que vai reclamar do excesso de violência(sempre tem) e vão achar furos no roteiro. Por isso, War Zone se torna entretenimento pra quem tá afim de curtir altas doses tiroteiro e muito sangue na tela sem se preocupar. Até agora O MELHOR FILME DE AÇÃO e de QUADRINHOS DO ANO! E quero ver quem vai conseguir tirar Frank Castle deste posto...

Nota? É 10!



sábado, 28 de março de 2009

A Invasora(À L' Intérieur)


Só posso dar uma dica a todo mundo: fiquem longe de qualquer crítica, sinopse ou trailer desse filme. Acreditem, quanto menos vocês souberem a respeito desse chocante filme francês que causou polêmica ano passado.

Enquanto ainda tem gente que insiste endeusar porcarias que chamam de terror, como a série Jogos Mortais e o novo Sexta-feira 13, intitulando-os como violentos, esse filme mostra tamanha a ingenuidade do público, com cenas de fazer você agonizar no seu sofá, principalmente se for mulher.

O filme começa com uma ótima cena em cgi(não acredito que estou elogiando uma cena em cgi, mas tudo bem), com um bebe na barriga de uma mãe. Enquanto o vemos ali, ouvimos a seguinte frase: "Meu filho, meu bebê. Finalmente dentro de mim. Ninguém vai tirá-lo de mim. Ninguém vai machucá-lo agora. Ninguém". A cena termina com um barulho de acidente de automóvel e o bebe se ferindo, saindo um pouco de sangue de sua cabeça. Corta para o acidente, onde dentro do carro está Sarah(Alysson Paradis), que está grávida, e seu marido Mathew(Jean-Baptiste Tabourin). Sarah acorda toda machucada e tenta acordar o marido, que está inconsciente. Ela nota que há sangue em sua barriga. Logo entram os créditos.

Se passam quatro meses, e Sarah não é a mesma pessoa. Atormentada pela morte de seu marido, ela está prestes a dar a luz ao seu filho no dia de natal. Sem dar muita atenção a sua mãe, ela decide passar a véspera sozinha em casa, para que no dia seguinte seu chefe, Jean-Pierre(porque diabos sempre há um Jean-Pierre em um filme com franceses?) a leve para o hospital. Sarah passa a tarde tirando fotos de um casal em um parque e vai para sua casa. Sozinha em casa, ela começa a delirar, e temos a primeira cena chocante do filme. Enquanto costura, Sarah tem dorme, e ter um ataque e vomita sem parar, e o seu bebê sai pela sua boca. Uma cena totalmente gráfica e bem feita. Ao acordar, a campainha toca e uma mulher pede para entrar, usando a velha tática do carro quebrado. Sarah diz a mulher que não pode entrar pois seu marido está dormindo, mas a mulher a surpreende dizendo que sabe que o marido de Sarah está morto. Com medo, ela manda a mulher embora. Mas ela vai para a parte de trás da casa. Sem poder ver o seu rosto, Sarah tenta tirar algumas fotos. Ela liga a polícia, enquanto a mulher dá um soco na janela para entrar, rachando o vidro.

A polícia logo chega, mas não conseguem encontrar a mulher, mas avisam que durante a noite os policiais passaram pra ver se ela está bem. Passado um tempo, Sarah vai dormir. É a hora em que a La Femme decide agir, torturando a pobre garota grávida. Sem saber o motivo, Sarah fica à merce da misteriosa mulher, que vai matar qualquer pessoa que tentar impedi-la. A partir daí fica por conta de vocês, pois qualquer detalhe a mais pode estragar a diversão.

Até a invasão de La Femme, o filme elabora cenas de suspense muito boas de lembrar os bons tempos do Halloween de John Carpenter, pra depois se transformar em uma carnificina que não deve em nada as filmes como Fome Animal ou Trash-Náusea Total. Em uma cena, a mulher coloca a ponta de uma tesoura no umbigo de Sarah, e depois corta a sua boca. Além disso, há tiros na cabeça(em on-screen sem cortes), tripas e tudo mais que você pode imaginar, que fazem O Albergue e outros torture porn parecerem Ursinhos Carinhosos. A medida que o tempo passa, você já está tão chocado que acha que nada mais pode te surpreender, até o grande final do filme.
Mesmo que o roteiro não convence em certas partes, deixe de lado os buracos na trama e aproveite o tempo. Garato que, ao terminarem A Invasora, os filmes de terror não vão mais ser os mesmos.

Por incrível que parece, A Invasora foi lançada no Brasil antes mesmo de ser lançado na França.
Então corram já as locadoras para assistirem. Só não inventem de olhar o filme à tarde, e não recomendo olharem enquanto ou depois de comerem.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Próximos textos:

-Zumbis anões incestuosos. Mulheres burras prontas para serem comidas(epa!) e armadilhas pra urso em seus quintais! A Noite dos Mortos Vivos...ou seria...Nights of Terrors/Burial Ground?????

-E ainda, depois de se reinventar com Cassino Royale, 007 caga fora da privada e cai de cara na própria merda em Quantum Of Solace.

-Clint Eastwood, o velho gagá de Hollywood mais durão não voltou a ser Dirty Harry, mas é Walt Kowalski, um personagem que reflete a seus personagens mais durões em Gran Torino.

-Albergue? Jogos Mortais? Isso é pra bichinhas...A Invasora mostra porque os americanos não sabem mais fazer filmes pra chocar...

Busca Implacável(Taken)


Há poucos trailers que eu me lembro de me chamarem a atenção a ponto de fazer com que eu tenha vontade de ver o filme. Logo quando vi o trailer, achei a idéia do filme um tanto batida, mas por ser tão bem feito, sem enrolar, acabou virando comentário após a sessão. Se Zack Snyder tivesse visto esse trailer...

Busca Implacável chegou a ser lançado por aqui antes mesmo de ser lançado por aqui. Enquanto lá fora o filme rendeu muito dinheiro nas bilheterias e elogios, aqui o filme infelizmente passou sem causar tantas surpresas.

Admito que mesmo adorando o trailer, só sosseguei quando o filme começou, pois não conseguia me convenser de que o filme podia ser tão bom quanto prometia. E não é que realmente compriu a promessa?

A trama é a seguinte: Bryan Mills, interpretado pelo ator Arnold Schwarzneg...ops...Liam Nesson(brilhante em Darkman, mas que não se livrou de cagadas como Star Wars Ep. 1 e A Casa Amaldiçoada), é um ex-agente da C.I.A. que decide ficar se mudar para mais próximo da filha Kim, interpretada por Maggie Grace(que fez a porcaria do remake do filme A Bruma Assassina), que vive com a mãe Leonora, a atriz Famke Janssen(mais conhecida pela trilogia X-Men, mas que também atuou em filmaços como Tentáculos e o fodástico Mestre das Ilusões do Clive Barker) e com o padastro Stuart(que vejam, fez o padastro de John Connor em Exterminador do Futuro 2- morto enquanto bebia leite, e também atuou no fantástico Fogo contra Fogo). O pai, devotado a criar a filha e ignorado pela própria em seu aniversário pelo presente do seu padastro rico e humilhado pela ex-esposa, acaba tendo que autoriza-la a viajar para a França com uma amiga, onde aparentemente ficariam num apartamento de parentes, o que é apenas uma desculpa, já que mais tarde descobrimos que o objetivo da guria é acompanhar uma turne do U2 pela Europa. Não querendo desapontar a filha, temendo que descubra o quão cruel é o mundo(imagina se ela fosse pro Brasil...), ele acaba autorizando a viagem da filha.
Não demora nem mesmo um dia para que ela e sua amiga Amanda(a gatinha Katie Cassidy) já caiam na cantada do primeiro frances que fala com elas. As americanas ingênuas caem no lero do boa pinta e dividem o taxi com ele, que as convida pra ir numa festa. A loira fogosa amiga de Kim já pensa em ir pra cama com ele, já que os franceses "dizem ser bons de sexo", e descobrimos que a filha de 17 anos de Bryan é virgem, se ao menos tivessem colocado uma atriz que soubesse fingir isso até dava pra acreditar...
Não demora muito para que as duas sejam sequestradas. Kim está falando com seu pai, que está puto da cara porque a garota não ligou na hora em que aterrissou. Ela conta ao pai o que está acontecendo. Aí, é claro, ele manda ela ir para debaixo de cama. E temos uma das primeiras pérolas do personagem do Liam Nesson, que na maior paciência diz o seguinte pra filha:

"A próxima parte é muito importante. Eles vão te pegar!"(tá certo que não tem muito coisa a fazer por telefone, mas dizer assim na cara dura pra filha é pra macho mesmo)

Na cara dura, o pai pede pra que a filha, antes de ser levada, descreva os seus sequestradores. Gravando tudo, Bryan anota as descrições dadas pela filha. Um grito é ouvido, junto com palavras em libanês(é claro, você ainda achava que os malvadões seriam totalmente franceses?), e a garota some, apenas o silência. Bryan percebe que há alguém do outro lado da linha, e diz o seguinte:

"Não sei quem são.
Não sei o que querem.
Se estão procurando por um resgate
devo dizer que não tenho dinheiro.
Mas o que tenho são
várias habilidades.
Habilidades que adquiri
em muitos anos de prática.
Habilidades que me torna
em um pesadelo para vocês.
Se deixarem minha filha ir agora,
terminamos tudo aqui.
Não os procurarei, não os perseguirei.
Mas se não o fizerem,
eu os procurarei...
eu os encontrarei...
e eu os matarei." (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHHAHAHAHA)

Bem, qualquer pessoa no mínimo sensata, depois de ouvir uma ameaça como essa dessa maneira iria deixar a filha do sujeito no lugar em que ela estava e se mandar. Mas pra nossa felicidade, e pra infelicidade dos bandidos, eles só dizem "Boa sorte" para Bryan.
A cagada está feita, principalmente que Bryan descobre por amigos que ele tem 96 horas pra encontrar a filha, ou nunca mais a verá. Assim ele se dirige a França, onde vai atrás de um a um os homens que levaram sua filha.

Por mais que eu não precise escrever pra vocês saberem como esse filme acaba(pra quem não entendeu ainda: ELE SALVA A FILHA!!!!!!), a graça não é saber seu fim, mas como ele vai chegar até lá é que está a graça. Ou seja, como se fosse o próprio Chuck Norris ou o Schwarzenneger, Liam Nesson desse o cacete nos bandidos sem sentir pena. Ao que o filme vai seguindo, ele usa corpos como escudo, quebra costela com socos, atira em todo mundo e quebra meia duzia de pescoços. Em uma cena, ele chega a atirar no braço da esposa do sujeito que o ameaça com uma arma, para que ele possa chamar a sua atenção! Outra cena, ele consegue um dicionário em libanês para descobrir como se escreve "Boa sorte". Aí, disfarçado de agente da polícia, ele vai até o cafofo dos criminosos e pede para que um deles traduza. Não é que é o infeliz que falou boa sorte pra ele. Aí, o machão do pai diz o seguinte:

"Não se lembra de mim?
Falamos por telefone há dois dias.
Eu te disse que te encontraria."

Depois de matar todos os bandidos a volta e deixar apenas o cara vivo, ele crava em suas pernas dois pedaços de ferro ligado a corrente elétrica, no que ele liga o interruptor o bandido é eletrocuado com pequenas cargas de eletricidade que não chegam a matar. Depois de extrair todas as inforções que ele precisa, ele simplesmente diz "Isso não te salvará",
deixa o interruptor ligado e vai embora. HAHAHAHAHHAHHAHA

Mas agora, convenhamos. O filme retrata a França como se lá os policias fossem ineficientes e corruptos, como se os americanos não fossem. Detalhe: o diretor é francês(já deve ter sido expulso do país já). A filha dele não precisava ir até a Europa pra ser sequestrada, bastava ir ao Bronx ou qualquer outra parte dos EUA que tava feito a bagunça. Imagina se viesse pro Brasil então...

Em tempos, tirando esses pequenos defeitos, Busca Implacável é um filme digno do cinema de ação pra macho mesmo, sem deixar que os furos no roteiro estraguem a diversão. Em tempos, me lembrou os tempos do Comando para Matar com o brutamontes e governador da California Arnold Schwarzenegger. É um filme que, em meio a tantas frescuras que chamam filme de ação, como Velozes e Furiosos, Triplo X e essas boiolices vai bem a calhar. E Liam Nesson não deve nada a Stallone, Schwarza e Bruce Willis.
Enfim, Busca Implacável é um filme que promete diversão e muitas risadas, mesmo que só eu tenha achado graça do filme a ponto de rir...mas é isso aí. Junte seus amigos e se divirtam!

Próxima atração

Bryan Mills é um ex-agente da CIA devotado a sua filha, que vive com a sua mãe longe dos perigos que ele já enfrentou
Em sua viagem a Paris, a garota é sequestrada por uma organização que trafica garotas. O que os sequestradores não esperavam é que Bryan quer sua filha de volta, e para isso vai matar um a um dos envolvidos.

Tiroteio...suspense...torturas...

Talvez muitos não lembram...mas, será que ninguém pensou em Comando para Matar?


Busca Implacável com Liam Nesson.
Um filmaço ignorado nos cinemas, que agora será testado aqui.

Confiram o ótimo trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=CvUxdQ4q-Lg

domingo, 14 de dezembro de 2008

Amanhecer Violento(Red Dawn)


A guerra já foi tratada de diversas maneiras no cinema. Seja em filmes que apelam mais pro lado do drama, como em filmes que apelam para o tiroteio. O gênero acabou gerando vários outros sub-gêneros, que se sempre conseguiram se destacar de alguma maneira. Mas nem todos chegaram a envolver o tema da guerra do mesmo jeito que Amanhecer Violento.

Todo mundo sabe o quanto o povo dos EUA é paranóico em relação ao terrorismo. Antes do ataque ao World Trade Center no 11 de setembro de 2001, governo já implantava em suas mentes o terror de uma invasão em seu território. Na Guerra Fria, o medo de que comunistas pudessem invadir e acabar com a liberdade e com o capitalismo, e diversos filmes retraram esse medo do comunismo.

Amanhecer Violento poderia facilmente ser apenas mais um representante, mas ao retratar uma invasão do exército vermelho a partir de uma pequena cidade americana, o diretor John Millius(um dos melhores diretores que ainda vive) decidiu mostrar a ignorância por trás da guerra, ao exibir um grupo de garotos que de simples adolescentes preocupados com o time de futebol da escola são obrigados a se esconder nas montanhas próximas a suas casas e sobreviver ao inimigo, carregando armas nas mãos e matando os invasores a partir da luta estilo guerrilha. E esse é o grande lance do filme: apesar de tratar de uma invasão ao país mais poderoso do mundo, o longa não se resume a tratar sobre o patriotismo americano, pois podia ser qualquer o que foi invadido, poderia por exemplo ser o Iraque invadido pelos EUA(como recentemente ocorreu), mas ele quer mostrar a besteira que representa tudo isso. E é claro, com muitos exageros e ação digna dos anos 80.

Amanhecer Violento começa de maneira simples, mostrando a vida de Jed(Patrick Swayze de Ghost na casa dos 30 interpretando um garoto de 20), irmão mais velho de Matt(até aí o iniciante Charlie Sheen que depois fez comédias como Top Gang) e amigo de Robert(C.Thomas Howell de The Outsiders e que recentemente fez Guerra dos Mundos 2!!!), que deixa os dois na escola, foi jogador do time local, os Wolverines, que hoje com Matt e Robert jogando não estão ganhando muitos jogos. Os dois entram pra mais um dia de aula qualquer, onde estão também Daryl(Darren Dalton, também de The Outsiders) e Danny(o desconhecido Brad Savage, que fez Salem's Lot de Tobe Hooper) e Arturo Aardvark(outro desconhecido Doug Toby). Parecia ser mais um dia normal: o professor tenta colocar um pouco de inteligência nos alunos ensinando sobre Genghis Kahn quando olham pela janela e presenciam diversos paraquedistas decendo no pátio da escola. O prof. decide ir lá fora ver o que está acontecendo quando é morto por russos. Logo, os soldados começam a metralhar a escola e matam diversos alunos, usando foguetes e metralhadoras. Jed aparece e salva os garotos, que olham a cidade sendo destruída pelos invasores e seus pais sendo presos.

Detalhe: tudo isso em menos de 5 minutos do filme. O filme não perde tempo tentando aprofundar a vida dos garotos antes da invasão. Essa é uma das qualidades no roteiro que me chamou a atenção. Sendo o objetivo do diretor mostrar as consequências da guerra, ele desvia de possíveis subtramas(os famosos "enche-linguiça") do roteiro e nos joga no meio desse conflito violento junto com os personagens.

Eles vão até o mercado do pai de Robert para se esconder, mas são avisados que devem ir embora para as montanhas. Pegando suprimentos e armas, eles sobem até lá, diante de discussões entre Daryl contra o comando de Jed. Permanecendo por lá durante semanas, eles vivem de feijões enlatados e caçando animais.

Destaque é a cena em que Robert mata um veado e bebe seu sangue, uma das cenas mais marcantes da minha infância. Jed fala a Robert que ao matar o seu primeiro veado, ele deve beber o sangue do animal, que representa sua alma. Uma influência de Millius, que quando criança vivia caçando nas montanhas do Colorado.

Com os suprimentos acabando Jed, Matt e Robert decidem ir até a cidade ver o que se passa. O que eles vêem é uma cidade dominada por pelos soviéticos, que deixam um soldado em cada esquina, e que todos pensavam estarem mortos, menos a KGB, que procura desesperada mente pelos garotos. Mais tarde, descobrem que várias pessoas estão sendo mantidas presas no drive-in da cidade. Os garotos se deparam com um verdadeiro campo de concentração, e no telão do suposto cinema exibe "videos educativos" para os americanos. Lá, encontram o pai de Jed e Matt, vivido pelo fodástico ator Harry Dean Stanton, que foi a primeira vítima do Alien no filme original, Fuga de Nova York e no papel de prisioneiro no fantástico À Espera de um Milagre. Sabendo que está a beira da morte, o pai em ótimo discursso, diz aos filhos que o perdoem por ter sido tão cruel certas vezes, e os manda embora. Mas não sem antes expressar sua última frase, uma das mais marcantes do filme:

"Avenge me! Avenge me!"(traduzindo: "Me vinguem! Me vinguem!")

Desesperados, os garotos encontram um mentor no meio dessa confusão, um fazendeiro chamando Mason, interpretado pelo brilhante Ben Johnson, que colaborou em dois filmaços do diretor Sam Peckinpah, The Getaway e Meu Ódio Será a Sua Herança. Mason explica a situação aos garotos, explicando que a Terceira Guerra Mundial começou, e que há uma Zona de Segurança da América(tradução para American's Safe Zone), longe de onde eles estão, que é claro, é a zona dos soviéticos. Robert descobre que seu pai foi assassinado, depois que descobriram que ele havia colaborado na fuga dos garotos. Mason fala aos garotos para partirem, mas não sem levar junto com ele suas duas netas Erica e Toni, interpretadas por Lea Thompson(famosa por seu papel na trilogia De Volta para o Futuro) e Jennifer Grey(de Dirting Dancing e Curtindo a Vida Adoidado). O diretor não deixa bem claro, mas em certa altura do filme percebemos que Erica aparenta ter sido estuprada pelos russos.

Acompanhado pelas garotas, eles fogem para as montanhas. Pouco tempo depois, um grupo de soldados do exército soviético sobem as montanhas para conhecer o local, e acabam virando as primeiras vítimas do grupo liderado por Jed. Na busca por culpados, o exército acaba executando vários pessoas, inclusive o pai de Aardvark e de Jed e Matt, que acaba presenciando a cena.
É a gota d'água para que eles comecem a revidar, formando então os Wolverines.

Um de seus primeiros ataques já é clássico. Toni anda de bicicleta em frente ao posto de gasolina, onde está parado um tanque com um líder do exército e alguns soldados. Provocando a moça, acabam roubando a cesta que ele leva em sua bicicleta, colocando dentro do tanque, que poucos minutos depois explode. A garota começa a fugir de seus perseguidores, que acabam caindo numa armadilha e são mortos. Aplicando o esquema de guerrilhas, o grupo acaba chamando a atenção dos seus invasores, provocando um alto número de baixas entre os soldados russos.

Porém, a medida que os ataques não provocam mais tantos danos, e o número de aliados vai diminuindo, o filme acaba explorando as perdas e as derrotas interiores de cada garoto. O conflito está longe de terminar, e tudo que eles querem é uma chance de acabar com tudo isso. Robert acaba deixando de lado suas emoções, se tornando cada vez mais frio a medida que o tempo passa, Jed e Matt já não tem a mesma vontade de antes, estão mentalmente derrotados e a medida que o inverno vai piorando e as mortes começam a marcar, os sobreviventes decidem o caminho a decidir: ou vão a zona segura, ou vão executaram um ataque suicida.

Amanhecer Violento não é um filme que trata de ganhar a guerra. Não há vencedores, não há um final feliz. Talvez, mesmo com sua história absurda, seja um dos filmes que a tratou de maneira mais realista, sem mostrar um vencedor. Não espere um final digno para os Wolverines. A idéia não é mostrar a sua conclusão, pois logo, como muitas outras guerras, essa Terceira Guerra Mundial também chega ao fim. O objetivo é mostrar a platéia a ignorância e as perdas por trás disso tudo.

Seu lançamento não foi tão feliz, e a crítica norte-americana desceu o pau no filme. Mesmo assim, não fez tão feio nas bilheterias. E daí, saíram diversos atores que marcariam a década de 80, como Patrick Swayze que depois disso fez junto com a sua parceira de filme Jennifer Grey Dirty Dancing. C. Thomas Howell veio a atuar no fantástico A Morte pede Carona com Hutger Hauer e Charlie Sheen brilhou anos mais tarde em diversos filmes e séries. Mas é claro, nenhum deles sobreviveu aos novos tempos.

Já Millius, bem, o fantástico diretor John Millius já tinha dirigido a obra-prima Conan, depois de Amanhecer Violento ficou muito tempo parado, dirigiu o primeiro episódeo de Miami Vice e atualmente cuidou da série Roma.

A verdade é que, Amanhecer Violento é um filme que acabou sendo ignorado com o passar do tempo. Para quem curte um filme de ação é o prato cheio, dirigido de forma brilhante por um dos melhores diretores da década e com um elenco de "estrelas". Indispensável pra qualquer fã da época, ainda mais os que procuram fugir dos filmes de ação atuais.

Fica a dica: o filme foi lançado no Brasil a pouco tempo pela Fox, numa edição dupla muito caprichada, que além de contar com o este filmaço ainda apresenta um dvd com making of e entrevistas com os atores e o diretor, contando mais sobre as filmagens do filme.

"In time, this war - like every other war - ended. But I never forgot. And I come to this place often, when no one else does. "


Red Dawn
Diretor: John Millius
Nota final: 10